domingo, 16 de dezembro de 2012

Quando levar um bebê ao dentista pela primeira vez?

Algo muito divulgado atualmente é a necessidade de uma boa higiene bucal. Mas, com que idade devemos levar as crianças pela primeira vez ao dentista? Como saber quando esta visita passa a ser necessária? Visando auxilar os leitores do (im)Paciente, fomos atrás da resposta para você.

Segundo o Ministério da Saúde, recomenda-se que a primeira visita seja feita aos 6 meses de idade aproximadamente, mesmo que ainda não tenha nascido nenhum dente de leite. Segundo Gilberto Pucca, Coordenador de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, "Quanto mais cedo levar a criança a um profissional, melhor", pois ele diz que nesta consulta será avaliada a estrutura bucal da criança, permitindo identificar fatores de risco prematuramente e informar aos pais qual a melhor conduta, além de conversar com os pais sobre alimentação saudável, benefícios da amamentação e aspectos gerais da higiene.

O coordenador reforça que o momento da higienização bucal seja prazeroso para a criança. Ao tornar esta tarefa uma obrigação, facilmente a criança perde o interesse. Além disto, um ótimo artifício para internalizar na criança a necessidade da limpeza diária dos dentes é o exemplo que elas tem dos pais. Ao ver que os pais fazem isto rotineiramente, as crianças acabam por internalizar esta atividade como parte do seu cotidiano mais facilmente. Portanto, se quer que seus filhos tenham uma ótima saúde bucal, comece você pela sua para dar o exemplo.

Essas são as dicas de hoje sobre saúde bucal. Fique atento para as próximas!



Aproveitando a sua visita, acesse http://www.impaciente.org/ e comente seu atendimento médico!

Fonte: http://portalsaude.saude.gov.br/portalsaude/noticia/2241/162/ida-ao-dentista-deve-ocorrer-antes-da-1a-denticao.html

sábado, 15 de dezembro de 2012

Novos equipamentos no Rio Imagem: você já utilizou?

O Sistema Único de Saúde(SUS) é exemplo no mundo por ter como princípio a garantia de acesso aos serviços de saúde a toda a população. No entanto, certas vezes é criticado por não ser capaz de atender a demanda da população.

Enquanto a teoria conquista qualquer um que estude o assunto, a prática neste sistema tem sido cada vez mais difícil tanto para o profissional quanto para o usuário.

Em comemoração ao primeiro ano de atividades do Centro de Diagnóstico por Imagem (Rio Imagem), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador do Estado, Sérgio Cabral, entregam o segundo equipamento de ressonância magnética, com capacidade para realizar cerca de 200 exames de coração e de mama por mês. Este novo aparelho é o primeiro e único do tipo na rede de saúde pública disponível a todos os usuários do SUS.

Além disso, o ministro Padilha libera novos leitos no Rio de Janeiro que vão servir de retaguarda para nove hospitais que integram a estratégia do S.O.S Emergências e da Rede de Urgência e Emergência no Estado.

A grande questão deste nosso sistema é sobre a demanda reprimida. O Rio Imagem e nove hospitais da Rede de Urgência conseguem atender à uma cidade com população acima de 6 milhões de habitantes? Onde estão aqueles que não conseguem atendimento? Qual o tempo de espera para conseguir utilizar a nova ressonância?

Comente sobre sua experiência com Centros de Diagnóstico ou Redes de Urgência no SUS em seu município. Acesse www.impaciente.org


Fonte: Ministério da Saúde

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

MPF faz denúncias sobre atendimento à saúde indígena


O SUS tem como um dos seus princípios, estabelecidos na Constituição de 1988, a Universalidade, que define o acesso à saúde para todo cidadão brasileiro. Mas, você já se questionou como isso se dá em uma nação formada por tantas comunidades diferentes? Como garantir por exemplo atendimento público e de qualidade para as tribos indígenas espalhadas pelo país?

Em 2010, o governo federal criou a Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai) ligada ao Ministério da Saúde para cuidar especificamente do atendimento de saúde nos 34 distritos indígenas. Cabe a ela a gestão do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, assim como a coordenação e avaliação de ações referentes a atenção integral à saúde indígena e educação em saúde. Identificar, organizar e disseminar conhecimento sobre a saúde indígena também são funções do Sesai.

Segundo Fernando Rocha, secretário-substituto da Sesai, desde a criação da mesma, o número de médicos atuando nos distritos indígenas aumentou de 164 para 314. Além disso foram revistos contratos com várias Organizações não Governamentais (ONGs) que atuam na saúde indígena para combater as denúncias de desvio de verbas.

Contudo, o Ministério público Federal (MPF) ainda considera a atenção à população indígena insuficiente. No último dia 10, um conjunto de ações com o objetivo de melhorar esse atendimento foram instauradas. Ao todo foram 98 inquéritos civis públicos espalhados pelo país cobrando políticas públicas nessa área.

As denúncias são semelhantes em todos os lugares e destacam problemas principalmente na atenção primária. Faltam profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos,...), medicamentos, além de questões estruturais como saneamento básico nas áreas ocupadas pelas tribos indígenas. O próprio número de postos de saúde está muito aquém do necessário para a cobertura da população indígena. Outro déficit apontado foi em relação ao transporte desses usuários para unidades do SUS de maior complexidade.

Percebe-se então que existem políticas de ação para atendimento de comunidades indígenas, mas que as mesmas ainda precisam ser aprimoradas. Para isso não são necessárias apenas denúncias. É preciso empenho em diversas frentes, como investimento em infra-estrutura por parte do Governo Federal e uma maior preocupação durante a formação médica em preparar os futuros profissionais para tratar esses usuários.


Aproveite sua visita ao nosso blog e comente como tem sido suas consultas médicas! Acesse: www.impaciente.org

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Gravidez: verdades e mitos

Esta matéria é dedicada especialmente às futuras mamães e aos pais curiosos de plantão. Falar de gravidez sempre envolve muitas preocupações, alguns cuidados e uma série de mitos a respeito dessa fase tão bonita da vida. Vamos explicar alguns fatos da gestação, e também lembrar de alguns mitos que preocupam tanto a cabeça das famílias em vão.

1. A grávida precisa comer por dois:
Mito. Os hormônios da gravidez, principalmente a progesterona, aumentam o apetite. Isso não quer dizer que a grávida pode comer à vontade, quando quer e quando bem entende. A grávida precisa fazer uma dieta balanceada, rica em ferro, fibras, nutrientes e muita água, para que o bebê cresça forte, e a mãe não sofra com alguns problemas comuns da gestação, como anemia e prisão de ventre.

2. A grávida engorda:
Verdade, com ressalvas. O ganho de peso ideal para uma grávida varia de 7 a 13kg. Mas calma, isso tudo não é gordura! Durante a gestação, a mulher ganha cerca de 5L de sangue, 1L do líquido amniótico (que fica na bolsa onde está o bebê) e 3kg do bebê. Considerando que 1L de água pesa um kg, a grávida ganha 9kg de água mais o bebê, que depois do parto, irão embora junto com os hormônios da gravidez. Tudo volta ao seu lugar!

3. Cerveja preta aumenta a quantidade de leite:
Mito. Não foi comprovada nenhuma associação entre a gestante tomar cerveja preta e o aumento da secreção de leite pelas mamas. Além disso, deve-se evitar o consumo de álcool durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, pois ele está associado a malformações graves no bebê.

4. O parto de cesariana é mais seguro:
Mito. Infelizmente, quase metade dos partos no Brasil é feito através da cirurgia cesária, muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. A cesariana é uma cirurgia como qualquer outra, e tem seus riscos inerentes. Primeiro, a questão do preparo pré-operatório. A mulher, ao fim da gestação, está fragilizada devido às exigências do bebê que cresce em seu ventre. Ela pode perder uma quantidade muito limitada de sangue. Além disso, há os riscos envolvidos com a anestesia. Soma-se ainda o fato de que cortes profundos serão feitos na barriga, chegando até o útero. Falando do útero, após a primeira cirurgia cesária, ele possui um risco maior de romper-se numa segunda gravidez. O parto normal é o meio pelo qual a humanidade vem nascendo desde os primórdios. A barriga volta mais rápido, a recuperação acontece mais depressa, não há cicatriz, a dor pode ser anestesiada, o bebê nasce mais saudável.

5. Um bom acompanhamento no planejamento familiar e no pré-natal garante uma gravidez segura:
Verdade. Nessas consultas, o médico procura uma série de condições na mãe e no pai que podem afetar a fertilidade do casal, a saúde da mãe e do bebê, como buscar doenças crônicas, sexualmente transmissíveis e problemas de desenvolvimento do feto. Ele também dá uma série de orientações sobre a gravidez e o parto.

Fazer o pré-natal com um médico de sua confiança é fundamental para passar uma gravidez tranquila e sem surpresas desagradáveis. Seja ele médico de família, ginecologista ou obstetra, o vínculo entre a família e o profissional de saúde para que o fim da gravidez seja apenas o começo de uma nova vida cheia de alegria e saúde!

Quer avaliar como foi o atendimento de seu médico no pré-natal, ou em outra consulta? Acesse: http://impaciente.org/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Câncer Infantil: a hora de mudar

O dia 23 de novembro foi  instituído como o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil para lembrar e alertar sobre a gravidade dessa condição para os pacientes, familiares e, por que não, para o próprio sistema de saúde. Pouco lembrado por muitos médicos como possível diagnóstico diferencial no momento do atendimento, esse tipo de câncer é condição grave, que merece atenção de todos, principalmente durante a graduação. Deve-se enfatizar que o diagnóstico precoce é o principal fator que auxilia nas melhores possibilidades de cura.

Um fato que chama nossa atenção, é que não existe um registro real de diagnóstico de câncer infantil. Pelo menos no estado do Rio de Janeiro, não se observa organização suficiente para as informações desses pacientes. A falta de dados concretos e organizados é um obstáculo que dificulta a estruturação desse setor da saúde pública. Sem informações oficiais, estima-se que, apenas 10% dos pacientes conseguem chegar a um tratamento eficiente ainda em fase inicial da doença. A maioria chega através de grandes emergências, com diagnóstico tardio após alguma complicação da doença. Nesse estágio encontra-se, por muitas vezes, um quadro avançando, no qual as possibilidades de cura são cada vez menores.

Contribui para essa realidade o fato de que muitos médicos, presentes em setores da atenção primária, ou em unidades de pronto atendimento desconhecem tal diagnóstico. Assim, não chegam a cogitá-lo durante um atendimento. Se o contrário ocorresse, muitas crianças poderiam ser encaminhadas mais rapidamente para o serviço de pediatria e, assim, fazer parte de um fluxo com potencial enorme de cura. Como explicação para isso, podemos citar: graduação médica com falhas curriculares; médicos recém formados sem o conhecimento da doença atuando em diversas portas de entrada; falta de serviços informativos e cursos de educação continuada para profissionais de saúde, etc.


A melhora da cobertura passa por uma boa rede de serviços de saúde. A construção de um fluxo, no qual os pacientes sejam descobertos precocemente e assim direcionados para serviços de complexidades maiores é peça fundamental para o controle dessa realidade. Porém, esbarra em questões burocráticas e na falta de vontade dos próprios profissionais da saúde. 

Mudar esse fato é urgente, uma vez que as chances de cura crescem quanto mais precoce for o diagnóstico do câncer. Um esforço das autoridades é necessário, mas a participação dos médicos, principalmente os recém formados também é muito importante. A hora de mudar é agora. Ainda há tempo para se mudar esse triste fato e garantir um futuro bem melhor para muitas crianças brasileiras.




Foi ao médico recentemente? Nos conte como foi sua consulta! Acesse www.impaciente.org

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

INTO: marcação de atendimentos é ampliada: promessa de redução da fila de espera

A maioria dos leitores deve ter recebido alguma notícia sobre a situação no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia - INTO e a longa fila de espera que alguns pacientes tem enfrentado para conseguirem ser operados no hospital. Diante de tal fato, no dia 6/12/12 o Ministério da Saúde divulgou mudanças no serviço da unidade.

Agora, o agendamento das consultas será feito através das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os pacientes que moram na capital do RJ podem fazer a marcação em qualquer unidade básica da capital, mas aqueles do restante do estado deverão procurar a UBS em que já são acompanhados. A própria unidade agendará a consulta em hospital especializado em traumatologia e ortopedia, como é o caso do INTO.

Estas medidas foram tomadas em uma reunião entre o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes e o Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Hans Dohmann. Segundo o ministro Alexandre Padilha, "em cada caso, será definido qual o melhor hospital para garantir o tratamento necessário àquele paciente".
Além disto, para garantir o atendimento dos pacientes que já passaram por uma triagem no INTO haverá um sistema de busca ativa dos mesmos, a fim de agendar as suas respectivas cirurgias, sem que estes precisem remarcar ou passar novamente pelo processo, uma vez que já buscaram a unidade.

Outro elemento que faz parte deste esforço para reduzir as filas foi fazer com que o INTO passe a realizar cirurgias também aos sábados. A meta é aumentar em 5600, o número de cirurgias por ano, somado com outros esforços para aumentar em 500 o número de cirurgias em outros hospitais da rede também como: Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (100), Ulysses Guimarães (250) e São Francisco de Assis (150), somando mais de 6000 operações por ano além das que já são feitas atualmente.

Agora resta fazermos nossa parte e cobrarmos tais promessas de que o sistema funcione e as filas sejam efetivamente reduzidas.

Você já foi atendido no INTO? Ou em alguma outra unidade de saúde? Comente! O (im)paciente é o local para você expressar seu ponto de vista! Acesse www.impaciente.org e deixe sua avaliação!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A importância do sono


Dormir oito horas por noite é um luxo de poucos nas grandes cidades. O telefone que toca sem cerimônia até altas horas, o filme na TV, as crianças acordadas até tarde, os programas noturnos, o trabalho que levamos para terminar em casa e os compromissos logo cedo, colaboram para que o intervalo de tempo reservado para o sono seja cada vez mais curto no mundo moderno.
Trabalhos experimentais demonstram que o sono nos mamíferos é essencial para o combate eficaz às infecções, para que o cérebro processe informações, armazene memórias e elabore estratégias essenciais à sobrevivência da espécie.
As pessoas que não dormem o suficiente sentem falta de energia para as tarefas diárias, ficam deprimidas ou irritadiças, queixam-se de dificuldade de concentração, apresentam maior frequência de doenças infecciosas, acidentes automobilísticos e envelhecem mais rapidamente.
Há evidências consistentes de que a privação de sono também aumente o risco de diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e obesidade. Por outro lado, os adultos que dormem mais do que sete a oito horas por dia, enfrentam problemas semelhantes aos que dormem menos do que o necessário.
O número de horas de sono ideal para reparar as energias gastas em vigília costuma ser em média de seis a oito horas por dia. Enquanto para alguns cinco horas por noite são suficientes para enfrentar as tarefas diárias, outros passam o dia cansados se não dormirem nove ou dez. Como regra, os mais velhos necessitam de menos horas de sono do que as crianças e os adolescentes.
Sugestões para dormir bem:
1) Evite cafeína, nicotina e álcool nas últimas horas do dia;
2) Não faça refeições exageradas antes de deitar;
3) Procure deitar no mesmo horário, mesmo nos finais de semana;
4) Procure fazer exercícios físicos durante o dia, mas evite fazê-los à noite;
5) Mantenha o quarto arejado e numa temperatura agradável;
6) Faça exercícios de relaxamento ou tome banho quente antes de deitar;
9) Só use pílulas para dormir em caso de absoluta necessidade e sob orientação médica;
10) Evite dormir durante o dia. Se for muito necessário, faça-o por períodos de no máximo uma hora, antes das três da tarde;
11) Se estiver deitado por mais de trinta minutos sem conseguir pegar no sono, saia da cama e vá ler um livro sob a luz de um abajur em outro cômodo;
12) Não assista à TV no quarto de dormir.
Se as sugestões acima não funcionarem, procure um especialista em sono. Há distúrbios como a apneia do sono que exigem orientação médica, tratamento clínico, aparelhos para auxiliar a respiração e até cirurgia.

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