quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Gravidez: verdades e mitos

Esta matéria é dedicada especialmente às futuras mamães e aos pais curiosos de plantão. Falar de gravidez sempre envolve muitas preocupações, alguns cuidados e uma série de mitos a respeito dessa fase tão bonita da vida. Vamos explicar alguns fatos da gestação, e também lembrar de alguns mitos que preocupam tanto a cabeça das famílias em vão.

1. A grávida precisa comer por dois:
Mito. Os hormônios da gravidez, principalmente a progesterona, aumentam o apetite. Isso não quer dizer que a grávida pode comer à vontade, quando quer e quando bem entende. A grávida precisa fazer uma dieta balanceada, rica em ferro, fibras, nutrientes e muita água, para que o bebê cresça forte, e a mãe não sofra com alguns problemas comuns da gestação, como anemia e prisão de ventre.

2. A grávida engorda:
Verdade, com ressalvas. O ganho de peso ideal para uma grávida varia de 7 a 13kg. Mas calma, isso tudo não é gordura! Durante a gestação, a mulher ganha cerca de 5L de sangue, 1L do líquido amniótico (que fica na bolsa onde está o bebê) e 3kg do bebê. Considerando que 1L de água pesa um kg, a grávida ganha 9kg de água mais o bebê, que depois do parto, irão embora junto com os hormônios da gravidez. Tudo volta ao seu lugar!

3. Cerveja preta aumenta a quantidade de leite:
Mito. Não foi comprovada nenhuma associação entre a gestante tomar cerveja preta e o aumento da secreção de leite pelas mamas. Além disso, deve-se evitar o consumo de álcool durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre, pois ele está associado a malformações graves no bebê.

4. O parto de cesariana é mais seguro:
Mito. Infelizmente, quase metade dos partos no Brasil é feito através da cirurgia cesária, muito acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. A cesariana é uma cirurgia como qualquer outra, e tem seus riscos inerentes. Primeiro, a questão do preparo pré-operatório. A mulher, ao fim da gestação, está fragilizada devido às exigências do bebê que cresce em seu ventre. Ela pode perder uma quantidade muito limitada de sangue. Além disso, há os riscos envolvidos com a anestesia. Soma-se ainda o fato de que cortes profundos serão feitos na barriga, chegando até o útero. Falando do útero, após a primeira cirurgia cesária, ele possui um risco maior de romper-se numa segunda gravidez. O parto normal é o meio pelo qual a humanidade vem nascendo desde os primórdios. A barriga volta mais rápido, a recuperação acontece mais depressa, não há cicatriz, a dor pode ser anestesiada, o bebê nasce mais saudável.

5. Um bom acompanhamento no planejamento familiar e no pré-natal garante uma gravidez segura:
Verdade. Nessas consultas, o médico procura uma série de condições na mãe e no pai que podem afetar a fertilidade do casal, a saúde da mãe e do bebê, como buscar doenças crônicas, sexualmente transmissíveis e problemas de desenvolvimento do feto. Ele também dá uma série de orientações sobre a gravidez e o parto.

Fazer o pré-natal com um médico de sua confiança é fundamental para passar uma gravidez tranquila e sem surpresas desagradáveis. Seja ele médico de família, ginecologista ou obstetra, o vínculo entre a família e o profissional de saúde para que o fim da gravidez seja apenas o começo de uma nova vida cheia de alegria e saúde!

Quer avaliar como foi o atendimento de seu médico no pré-natal, ou em outra consulta? Acesse: http://impaciente.org/

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Câncer Infantil: a hora de mudar

O dia 23 de novembro foi  instituído como o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil para lembrar e alertar sobre a gravidade dessa condição para os pacientes, familiares e, por que não, para o próprio sistema de saúde. Pouco lembrado por muitos médicos como possível diagnóstico diferencial no momento do atendimento, esse tipo de câncer é condição grave, que merece atenção de todos, principalmente durante a graduação. Deve-se enfatizar que o diagnóstico precoce é o principal fator que auxilia nas melhores possibilidades de cura.

Um fato que chama nossa atenção, é que não existe um registro real de diagnóstico de câncer infantil. Pelo menos no estado do Rio de Janeiro, não se observa organização suficiente para as informações desses pacientes. A falta de dados concretos e organizados é um obstáculo que dificulta a estruturação desse setor da saúde pública. Sem informações oficiais, estima-se que, apenas 10% dos pacientes conseguem chegar a um tratamento eficiente ainda em fase inicial da doença. A maioria chega através de grandes emergências, com diagnóstico tardio após alguma complicação da doença. Nesse estágio encontra-se, por muitas vezes, um quadro avançando, no qual as possibilidades de cura são cada vez menores.

Contribui para essa realidade o fato de que muitos médicos, presentes em setores da atenção primária, ou em unidades de pronto atendimento desconhecem tal diagnóstico. Assim, não chegam a cogitá-lo durante um atendimento. Se o contrário ocorresse, muitas crianças poderiam ser encaminhadas mais rapidamente para o serviço de pediatria e, assim, fazer parte de um fluxo com potencial enorme de cura. Como explicação para isso, podemos citar: graduação médica com falhas curriculares; médicos recém formados sem o conhecimento da doença atuando em diversas portas de entrada; falta de serviços informativos e cursos de educação continuada para profissionais de saúde, etc.


A melhora da cobertura passa por uma boa rede de serviços de saúde. A construção de um fluxo, no qual os pacientes sejam descobertos precocemente e assim direcionados para serviços de complexidades maiores é peça fundamental para o controle dessa realidade. Porém, esbarra em questões burocráticas e na falta de vontade dos próprios profissionais da saúde. 

Mudar esse fato é urgente, uma vez que as chances de cura crescem quanto mais precoce for o diagnóstico do câncer. Um esforço das autoridades é necessário, mas a participação dos médicos, principalmente os recém formados também é muito importante. A hora de mudar é agora. Ainda há tempo para se mudar esse triste fato e garantir um futuro bem melhor para muitas crianças brasileiras.




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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

INTO: marcação de atendimentos é ampliada: promessa de redução da fila de espera

A maioria dos leitores deve ter recebido alguma notícia sobre a situação no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia - INTO e a longa fila de espera que alguns pacientes tem enfrentado para conseguirem ser operados no hospital. Diante de tal fato, no dia 6/12/12 o Ministério da Saúde divulgou mudanças no serviço da unidade.

Agora, o agendamento das consultas será feito através das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Os pacientes que moram na capital do RJ podem fazer a marcação em qualquer unidade básica da capital, mas aqueles do restante do estado deverão procurar a UBS em que já são acompanhados. A própria unidade agendará a consulta em hospital especializado em traumatologia e ortopedia, como é o caso do INTO.

Estas medidas foram tomadas em uma reunião entre o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Sérgio Côrtes e o Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Hans Dohmann. Segundo o ministro Alexandre Padilha, "em cada caso, será definido qual o melhor hospital para garantir o tratamento necessário àquele paciente".
Além disto, para garantir o atendimento dos pacientes que já passaram por uma triagem no INTO haverá um sistema de busca ativa dos mesmos, a fim de agendar as suas respectivas cirurgias, sem que estes precisem remarcar ou passar novamente pelo processo, uma vez que já buscaram a unidade.

Outro elemento que faz parte deste esforço para reduzir as filas foi fazer com que o INTO passe a realizar cirurgias também aos sábados. A meta é aumentar em 5600, o número de cirurgias por ano, somado com outros esforços para aumentar em 500 o número de cirurgias em outros hospitais da rede também como: Hospital Estadual de Traumatologia e Ortopedia Dona Lindu (100), Ulysses Guimarães (250) e São Francisco de Assis (150), somando mais de 6000 operações por ano além das que já são feitas atualmente.

Agora resta fazermos nossa parte e cobrarmos tais promessas de que o sistema funcione e as filas sejam efetivamente reduzidas.

Você já foi atendido no INTO? Ou em alguma outra unidade de saúde? Comente! O (im)paciente é o local para você expressar seu ponto de vista! Acesse www.impaciente.org e deixe sua avaliação!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A importância do sono


Dormir oito horas por noite é um luxo de poucos nas grandes cidades. O telefone que toca sem cerimônia até altas horas, o filme na TV, as crianças acordadas até tarde, os programas noturnos, o trabalho que levamos para terminar em casa e os compromissos logo cedo, colaboram para que o intervalo de tempo reservado para o sono seja cada vez mais curto no mundo moderno.
Trabalhos experimentais demonstram que o sono nos mamíferos é essencial para o combate eficaz às infecções, para que o cérebro processe informações, armazene memórias e elabore estratégias essenciais à sobrevivência da espécie.
As pessoas que não dormem o suficiente sentem falta de energia para as tarefas diárias, ficam deprimidas ou irritadiças, queixam-se de dificuldade de concentração, apresentam maior frequência de doenças infecciosas, acidentes automobilísticos e envelhecem mais rapidamente.
Há evidências consistentes de que a privação de sono também aumente o risco de diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e obesidade. Por outro lado, os adultos que dormem mais do que sete a oito horas por dia, enfrentam problemas semelhantes aos que dormem menos do que o necessário.
O número de horas de sono ideal para reparar as energias gastas em vigília costuma ser em média de seis a oito horas por dia. Enquanto para alguns cinco horas por noite são suficientes para enfrentar as tarefas diárias, outros passam o dia cansados se não dormirem nove ou dez. Como regra, os mais velhos necessitam de menos horas de sono do que as crianças e os adolescentes.
Sugestões para dormir bem:
1) Evite cafeína, nicotina e álcool nas últimas horas do dia;
2) Não faça refeições exageradas antes de deitar;
3) Procure deitar no mesmo horário, mesmo nos finais de semana;
4) Procure fazer exercícios físicos durante o dia, mas evite fazê-los à noite;
5) Mantenha o quarto arejado e numa temperatura agradável;
6) Faça exercícios de relaxamento ou tome banho quente antes de deitar;
9) Só use pílulas para dormir em caso de absoluta necessidade e sob orientação médica;
10) Evite dormir durante o dia. Se for muito necessário, faça-o por períodos de no máximo uma hora, antes das três da tarde;
11) Se estiver deitado por mais de trinta minutos sem conseguir pegar no sono, saia da cama e vá ler um livro sob a luz de um abajur em outro cômodo;
12) Não assista à TV no quarto de dormir.
Se as sugestões acima não funcionarem, procure um especialista em sono. Há distúrbios como a apneia do sono que exigem orientação médica, tratamento clínico, aparelhos para auxiliar a respiração e até cirurgia.

Aproveite sua visita ao nosso blog e nos conte como tem sido suas consultas médicas!!
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Você conhece o Herpes?

É bem possível que você já tenha reparado que algumas pessoas costumam apresentar de tempos em tempos, de acordo com certas situações, lesões ao redor dos lábios que se parecem com aftas. Trata-se do Herpes, uma virose que se manifesta na pele, sobre a qual falaremos hoje em nosso blog.

Existem vários tipos de vírus do Herpes, mas os mais conhecidos são os tipos 1 e 2, que causam lesões extra-genitais e genitais, respectivamente. E é sobre eles que conversaremos  dessa vez.

Surgindo na cavidade oral ou na região genital, essas lesões costumam ter o seguinte padrão: são placas avermelhadas, cobertas por vesículas, que inicialmente, liberam um líquido clarinho. Com o passar dos dias, essas vesículas se dessecam e forma-se uma crosta cor de mel, que evolui para a cicatrização. Algumas vezes, poucos dias antes de as lesões aparecerem, o local pode ficar avermelhado e a pessoa pode sentir uma dormência na região.

Essa doença é transmitida a partir do contato direto com as lesões, por exemplo, pelo beijo ou então por relações sexuais. Após o primeiro contato, há um período de incubação de 4 a 5 dias até o surgimento das primeiras manifestações.

Passando esse período de incubação, a pessoa pode desenvolver quadros de inflamações na gengiva, na vulva ou pênis e até meningoencefalite. Após a cura dessa primeira infecção, o indivíduo vai estar propenso a desenvolver recorrências da doença. Ou seja, em situações de estresse físico ou mental, exposição ao sol, entre outras, as vesículas podem aparecer. Daí pra frente, tais lesões vão ocorrer sempre no mesmo lugar do corpo.

Porém, esse primeiro quadro de manifestação da doença é muito raro. Na verdade, acredita-se que a maioria dos adultos já teve contato com esse vírus, mas apenas uma minoria desenvolve a doença. Calcula-se que somente 1% das pessoas expostas ao vírus vai ter sintomas. Isso porque algumas pessoas têm uma receptividade especial que favorece o aparecimento recorrente do Herpes e outras não têm.

Um dos inconvenientes do Herpes é o fato de ele não ter cura, mas é uma doença benigna, em que as lesões desaparecem espontaneamente. A partir do quinto dia as vesículas começam a involuir e a cura total se dá em, aproximadamente, duas semanas. O uso de medicamentos tópicos pode ajudar nesse processo.

É importante lembrar, no entanto, que nem todos os casos de Herpes são facilmente tratáveis. Existem pacientes que apresentam casos de recorrência frequentemente e necessitam de um tratamento diferenciado.

De qualquer forma, o recomendado é que se você suspeitar de estar com Herpes procure um médico imediatamente. Ele é a pessoa mais indicada para te ajudar. Nunca se auto-medique!


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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dopping sexual

Caros leitores, recentemente, uma pesquisa feita no Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, alertou para uma prática cada vez mais comum nos jovens: o uso de drogas estimulantes para obter melhor desempenho sexual.  Com isso, queremos, hoje, analisar esse fato e debater possíveis motivos para justificar essa escolha.

Com o advento da Sildenafila (Viagra
®), pacientes com alguns tipos de disfunção erétil tiveram a possibilidade de retomar sua vida sexual e melhorar sua qualidade de vida. Obviamente, assim como outras invenções na história mundial (como a Energia Atômica ou os Hormônios Esteróides, por exemplo), a Sildenafila teve seu uso distorcido e hoje, pessoas jovens e sem problemas de ereção tem se utilizado dela. 

Acontece que, assim como outras medicações, a Sildenafila apresenta efeitos colaterais que podem causar até o óbito, em alguns casos. Esses efeitos geralmente são: dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Em associação com outros medicamentos, podem causar ainda hipertensão e enfarte. 

Mas, o quê tem levado os jovens da faixa de 20 a 35 anos, segundo a pesquisa, a procurarem esses medicamentos? Vamos analisar esse fato de forma análoga ao uso de anabolizantes, prática também comum nessa faixa etária. 
Assim como o uso de anabolizantes, o uso de estimulantes sexuais tem sido prática comum de jovens que, pressionados pelo desempenho e pela pressão de sucesso, querem esses resultados sem grandes esforços. Logo, pode ser criada a dependência psicológica desses medicamentos.

Como diria Mario Sérgio Cortella (Professor e Filósofo da PUC-SP), nós não nascemos prontos. Nossa sociedade, focada no resultado e imediatista, faz com que um jovem tenha a percepção errônea de que algumas coisas chegam prontas e não se dá conta de que elas são parte resultado de um processo, muitas vezes longo e que depende de outras pessoas também. 

Por fim, gostaríamos de reiterar as dicas do Dr. Joaquim Claro, médico-chefe do serviço de urologia do hospital, os exercícios físicos são atividades importantes e que possuem impacto significativo no desempenho sexual do homem. Ao realizar essas atividades, a melhora do condicionamento físico e da circulação sanguínea ocorre de forma sustentável e contribui para o aumento da satisfação sexual. Além disso, essas atividades contribuem para que a mente se mantenha com a auto-estima elevada e podem ser atividades que, ao serem feitas coletivamente, podem colaborar para a vida social do usuário, inclusive, aumentando a exposição à possíveis parceiras. 

http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/11/um-em-cada-cinco-homens-com-problemas-sexuais-se-automedica-diz-estudo.html


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Brasil - Um país envelhecendo

Em matéria publicada no Jornal O Globo deste domingo, 2 de dezembro, um estudo do IESS (Instituto de Estudos sobre Saúde Suplementar), afirmava que, em 2030, os gastos com saúde pública cresceriam até 150%. Em grande parte, esse aumento se deveria ao aumento do número de idosos em nosso país. Mas, será que o Brasil está envelhecendo bem? O que significa uma população mais idosa para a saúde?

A exemplo dos países europeus e norte-americanos, o Brasil tem passado pela chamada 'transição epidemiológica' da era pós-industrialização. Com a invenção dos antibióticos, o crescimento econômico e o aumento do acesso aos serviços de saúde, houve uma mudança na proporção de crianças, adultos e idosos na população. As pessoas passaram a morrer menos de infecções e a viver mais e melhor. Se em 1960 esperava-se que um bebê nascido vivesse 48 anos, um bebê nascido no ano de 2010 poderá viver cerca de 73 anos. Isso já vem trazendo aumento da população acima dos 60 anos, que atualmente corresponde a mais de 20 milhões de pessoas, a mesma quantidade de habitantes que o estado de Minas Gerais!

Tantos velhinhos a mais em nosso país mostram que estamos no caminho do desenvolvimento, é verdade. Mas temos que ficar atentos pela qualidade de vida de nossos avós, e de nós mesmos no futuro. Os idosos precisam de muito mais atenção em saúde que o restante da população, pois têm mais das chamadas doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, aterosclerose, doença de Alzheimer, osteoporose, e também neoplasias. Essas doenças requerem um tratamento prolongado, e que nem sempre levam a cura, implicando um gasto grande para o bolso do idoso e do sistema de saúde como um todo.

O caminho para lidarmos com esse problema está em cuidarmos de nossa qualidade de vida desde o início de nossa vida. Uma alimentação saudável, prática de exercícios, saber equilibrar trabalho e lazer, e boas relações com a família e amigos promovem a saúde do corpo e da mente, e podem evitar, ou adiar, a maior parte das doenças da velhice. Consultas médicas pelo menos a cada dois anos também podem ajudar a cuidar melhor da saúde, ficando de olho nos sinais silenciosos de que alguma coisa já não vai bem no organismo.

Os gastos com a saúde vão aumentar, isso é inevitável. Mas se nós soubermos cuidar bem de nós mesmos, quem sabe, quando estivermos velhinhos, nós vamos estar em uma bela praia tomando água de coco e aproveitando a companhia dos netos, ao invés de estarmos num leito de hospital, pensando em como a vida poderia ter sido melhor se tivéssemos sido um pouco mais atenciosos.

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Fontes: