sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Você conhece o Herpes?

É bem possível que você já tenha reparado que algumas pessoas costumam apresentar de tempos em tempos, de acordo com certas situações, lesões ao redor dos lábios que se parecem com aftas. Trata-se do Herpes, uma virose que se manifesta na pele, sobre a qual falaremos hoje em nosso blog.

Existem vários tipos de vírus do Herpes, mas os mais conhecidos são os tipos 1 e 2, que causam lesões extra-genitais e genitais, respectivamente. E é sobre eles que conversaremos  dessa vez.

Surgindo na cavidade oral ou na região genital, essas lesões costumam ter o seguinte padrão: são placas avermelhadas, cobertas por vesículas, que inicialmente, liberam um líquido clarinho. Com o passar dos dias, essas vesículas se dessecam e forma-se uma crosta cor de mel, que evolui para a cicatrização. Algumas vezes, poucos dias antes de as lesões aparecerem, o local pode ficar avermelhado e a pessoa pode sentir uma dormência na região.

Essa doença é transmitida a partir do contato direto com as lesões, por exemplo, pelo beijo ou então por relações sexuais. Após o primeiro contato, há um período de incubação de 4 a 5 dias até o surgimento das primeiras manifestações.

Passando esse período de incubação, a pessoa pode desenvolver quadros de inflamações na gengiva, na vulva ou pênis e até meningoencefalite. Após a cura dessa primeira infecção, o indivíduo vai estar propenso a desenvolver recorrências da doença. Ou seja, em situações de estresse físico ou mental, exposição ao sol, entre outras, as vesículas podem aparecer. Daí pra frente, tais lesões vão ocorrer sempre no mesmo lugar do corpo.

Porém, esse primeiro quadro de manifestação da doença é muito raro. Na verdade, acredita-se que a maioria dos adultos já teve contato com esse vírus, mas apenas uma minoria desenvolve a doença. Calcula-se que somente 1% das pessoas expostas ao vírus vai ter sintomas. Isso porque algumas pessoas têm uma receptividade especial que favorece o aparecimento recorrente do Herpes e outras não têm.

Um dos inconvenientes do Herpes é o fato de ele não ter cura, mas é uma doença benigna, em que as lesões desaparecem espontaneamente. A partir do quinto dia as vesículas começam a involuir e a cura total se dá em, aproximadamente, duas semanas. O uso de medicamentos tópicos pode ajudar nesse processo.

É importante lembrar, no entanto, que nem todos os casos de Herpes são facilmente tratáveis. Existem pacientes que apresentam casos de recorrência frequentemente e necessitam de um tratamento diferenciado.

De qualquer forma, o recomendado é que se você suspeitar de estar com Herpes procure um médico imediatamente. Ele é a pessoa mais indicada para te ajudar. Nunca se auto-medique!


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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Dopping sexual

Caros leitores, recentemente, uma pesquisa feita no Centro de Referência em Saúde do Homem, da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, alertou para uma prática cada vez mais comum nos jovens: o uso de drogas estimulantes para obter melhor desempenho sexual.  Com isso, queremos, hoje, analisar esse fato e debater possíveis motivos para justificar essa escolha.

Com o advento da Sildenafila (Viagra
®), pacientes com alguns tipos de disfunção erétil tiveram a possibilidade de retomar sua vida sexual e melhorar sua qualidade de vida. Obviamente, assim como outras invenções na história mundial (como a Energia Atômica ou os Hormônios Esteróides, por exemplo), a Sildenafila teve seu uso distorcido e hoje, pessoas jovens e sem problemas de ereção tem se utilizado dela. 

Acontece que, assim como outras medicações, a Sildenafila apresenta efeitos colaterais que podem causar até o óbito, em alguns casos. Esses efeitos geralmente são: dores de cabeça e musculares, diarreia, alergias, visão dupla e, em casos mais severos, até cegueira. Em associação com outros medicamentos, podem causar ainda hipertensão e enfarte. 

Mas, o quê tem levado os jovens da faixa de 20 a 35 anos, segundo a pesquisa, a procurarem esses medicamentos? Vamos analisar esse fato de forma análoga ao uso de anabolizantes, prática também comum nessa faixa etária. 
Assim como o uso de anabolizantes, o uso de estimulantes sexuais tem sido prática comum de jovens que, pressionados pelo desempenho e pela pressão de sucesso, querem esses resultados sem grandes esforços. Logo, pode ser criada a dependência psicológica desses medicamentos.

Como diria Mario Sérgio Cortella (Professor e Filósofo da PUC-SP), nós não nascemos prontos. Nossa sociedade, focada no resultado e imediatista, faz com que um jovem tenha a percepção errônea de que algumas coisas chegam prontas e não se dá conta de que elas são parte resultado de um processo, muitas vezes longo e que depende de outras pessoas também. 

Por fim, gostaríamos de reiterar as dicas do Dr. Joaquim Claro, médico-chefe do serviço de urologia do hospital, os exercícios físicos são atividades importantes e que possuem impacto significativo no desempenho sexual do homem. Ao realizar essas atividades, a melhora do condicionamento físico e da circulação sanguínea ocorre de forma sustentável e contribui para o aumento da satisfação sexual. Além disso, essas atividades contribuem para que a mente se mantenha com a auto-estima elevada e podem ser atividades que, ao serem feitas coletivamente, podem colaborar para a vida social do usuário, inclusive, aumentando a exposição à possíveis parceiras. 

http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/11/um-em-cada-cinco-homens-com-problemas-sexuais-se-automedica-diz-estudo.html


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Brasil - Um país envelhecendo

Em matéria publicada no Jornal O Globo deste domingo, 2 de dezembro, um estudo do IESS (Instituto de Estudos sobre Saúde Suplementar), afirmava que, em 2030, os gastos com saúde pública cresceriam até 150%. Em grande parte, esse aumento se deveria ao aumento do número de idosos em nosso país. Mas, será que o Brasil está envelhecendo bem? O que significa uma população mais idosa para a saúde?

A exemplo dos países europeus e norte-americanos, o Brasil tem passado pela chamada 'transição epidemiológica' da era pós-industrialização. Com a invenção dos antibióticos, o crescimento econômico e o aumento do acesso aos serviços de saúde, houve uma mudança na proporção de crianças, adultos e idosos na população. As pessoas passaram a morrer menos de infecções e a viver mais e melhor. Se em 1960 esperava-se que um bebê nascido vivesse 48 anos, um bebê nascido no ano de 2010 poderá viver cerca de 73 anos. Isso já vem trazendo aumento da população acima dos 60 anos, que atualmente corresponde a mais de 20 milhões de pessoas, a mesma quantidade de habitantes que o estado de Minas Gerais!

Tantos velhinhos a mais em nosso país mostram que estamos no caminho do desenvolvimento, é verdade. Mas temos que ficar atentos pela qualidade de vida de nossos avós, e de nós mesmos no futuro. Os idosos precisam de muito mais atenção em saúde que o restante da população, pois têm mais das chamadas doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, aterosclerose, doença de Alzheimer, osteoporose, e também neoplasias. Essas doenças requerem um tratamento prolongado, e que nem sempre levam a cura, implicando um gasto grande para o bolso do idoso e do sistema de saúde como um todo.

O caminho para lidarmos com esse problema está em cuidarmos de nossa qualidade de vida desde o início de nossa vida. Uma alimentação saudável, prática de exercícios, saber equilibrar trabalho e lazer, e boas relações com a família e amigos promovem a saúde do corpo e da mente, e podem evitar, ou adiar, a maior parte das doenças da velhice. Consultas médicas pelo menos a cada dois anos também podem ajudar a cuidar melhor da saúde, ficando de olho nos sinais silenciosos de que alguma coisa já não vai bem no organismo.

Os gastos com a saúde vão aumentar, isso é inevitável. Mas se nós soubermos cuidar bem de nós mesmos, quem sabe, quando estivermos velhinhos, nós vamos estar em uma bela praia tomando água de coco e aproveitando a companhia dos netos, ao invés de estarmos num leito de hospital, pensando em como a vida poderia ter sido melhor se tivéssemos sido um pouco mais atenciosos.

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Fontes:



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Produção de remédios para AIDS no Brasil


Desde 1996, o SUS - Sistema Único de Saúde - distribui gratuitamente o coquetel anti-AIDS para pacientes HIV positivo, uma iniciativa do Ministério de Saúde mundialmente admirada. Os antirretrovirais têm como objetivo impedir a multiplicação dos vírus no organismo. Eles não "matam" o vírus HIV, mas atuam evitando o enfraquecimento do sistema imunológico.

No último dia 30, o governo deu um passo a frente na campanha para sustentar essa oferta de medicamentos. O Ministério da Saúde e a indústria farmacêutica norte-americana Bristol-Myers Squibb firmaram uma parceria para produzir um importante antirretroviral no Brasil, mais especificamente em um dos laboratórios de Farmanguinhos da FioCruz, no Rio de Janeiro. Esse medicamento, o Sulfanato de Atazanavir, vendido hoje com o nome de Reyataz, é um antirretroviral inibidor de uma enzima chamada protease. Sua meta é impedir o amadurecimento do vírus para que ele não infecte outras células. Em geral, é uma medicação utilizada no início do tratamento contra o HIV.

As expectativas do MS são de um economia em torno de R$81 milhões por ano. Hoje, o Sulfanato de Atazanavir já é distribuído para aproximadamente 45 mil pessoas por ano, mas como um produto importado. O objetivo é que até 2017 a Farmanguinhos seja capaz de suprir toda a demanda do país e até lá a indústria norte-americana terá liberação para comercializar a medicação.

Acredita-se que o domínio tecnológico de uma medicação dá uma maior garantia do acesso do usuário ao medicamento, aumentando a disponibilidade do mesmo. Além disso significa um desenvolvimento para o laboratório nacional, permitindo a ele competir cada vez mais perto com as grandes industrias internacionais. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Pré-natal garante uma gestação mais tranquila


O termo pré-natal significa “antes do nascimento”. Isso demostra que os cuidados com o bebê devem começar durante a gestação, logo após a descoberta da gravidez. Esse acompanhamento permite identificar e reduzir muitos problemas de saúde que podem acometer a saúde da mãe e do seu bebê. Possíveis doenças e disfunções poderão ser detectadas e tratadas precocemente. 
Caso a mulher desconfie sobre a gravidez, poderá procurar a Unidade Básica de Saúde ou Posto Médico de Família para fazer o teste-rápido de gravidez. O teste é feito na hora e o resultado fica pronto em alguns minutos. Caso o resultado seja positivo, a mulher já pode começar o pré-natal e se o resultado for negativo e a mulher desejar prevenir a gravidez, poderá ser orientada sobre os métodos contraceptivos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
“O ideal é a realização de seis consultas durante o período gestacional e uma sétima no puerpério (depois do parto). Durante a realização dos exames de pré-natal a mulher saberá se ela é uma gestante de risco habitual ou de alto risco para o acompanhamento adequado”, explica a coordenadora da área técnica de Saúde da Mulher, Esther Vilela.
Os principais exames realizados durante o pré-natal são: sangue para anemia e outras questões; glicemia, para diabetes; urina, para infecção urinária; tipagem sanguínea, para saber se o sangue da mulher combina com o do pai do bebê; VDRL, para sífilis; alguns sorológicos, para HIV e Hepatite B; eletroforese hemoglobina, para rastrear a anemia falciforme; além da ultrassonografia. O companheiro da mulher também poderá realizar os exames, pois existem doenças, como a sífilis e o HIV, que podem ser adquiridas durante a gestação e transmitidas ao bebê.
No primeiro ano de funcionamento da estratégia Rede Cegonha, já foram realizadas mais de 20 milhões de consultas de pré-natal. A Rede Cegonha está qualificando e ampliando os serviços de saúde que atendem às mulheres e os bebês. Só para o componente pré-natal, já foram destinados mais de R$ 91 milhões que beneficiaram 3.710 municípios.
As gestantes atendidas no SUS deverão ser cadastradas no Sistema de Monitoramento e Avaliação do Pré-Natal, Parto, Puerpério e Criança (SisprenatalWEB) para ter todas as suas informações concentradas nesse sistema. Ele é o instrumento de monitoramento e avaliação da assistência prestada à gestante e aos recém-nascidos
Desde maio deste ano, que as mães atendidas pelo SUS estão sendo ouvidas pela Ouvidoria da Rede Cegonha. As mulheres são procuradas para que possam avaliar os serviços prestados, desde a descoberta da gravidez até o parto, além do acompanhamento médico da criança até os dois anos. Desde o seu lançamento, a ouvidoria já entrevistou 52.944 mulheres que tiveram seus filhos entre novembro de 2011 e abril de 2012 na rede pública. A pesquisa, realizada por telefone, apresenta 38 perguntas sobre atenção à saúde da mulher no pré-natal, parto, pós-parto e saúde da criança e ainda seis questões relacionadas ao perfil como idade, estado civil, escolaridade e renda familiar.
(Leia nesse link as diretrizes da Rede Cegonha: http://portal.saude.gov.br/portal/saude/gestor/visualizar_texto.cfm?idtxt=37082)

Se você está pensando em ter filhos, leia também nossa publicação do dia 23 de agosto de 2012, "O que fazer antes de engravidar?".
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domingo, 2 de dezembro de 2012

Governo tem meta de informatizar 100% do SUS até 2014


Durante o XIII Congresso Brasileiro de Informática e Saúde, que aconteceu em Curitiba na semana passada, o diretor do DataSUS (departamento de informática do SUS), Augusto César Gadelha Vieira apresentou a conferência "O Registro Eletrônico de Saúde no SUS", projeto este que prevê a interligação de todas as unidades de saúde do país.

O sistema já possui 55 milhões de registros qualificados de pacientes de todo o país e a meta é alcançar a cobertura completa do país até 2014. Entretanto, a partir de 2013 estes dados já poderão ser melhor utilizados com o lançamento do Portal Cidadão.

Nas palavras de Vieira: "Nós estamos em um projeto de integração e a presidenta Dilma Rousseff já determinou que o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, faça o mesmo que fez com as escolas nas unidades de saúde, ou seja, cada unidade de saúde deve estar conectada no Brasil", mas segundo ele ainda há grandes desafios para serem superados para que esta integração seja possível. “Nós temos uma resistência muito grande ainda, as pessoas não querem ser controladas e acham que aquilo vai ser um forma de controle, só quando veem os benefícios é que aceitam o processo de informatização. Também vamos lembrar que alguns municípios do País não têm qualquer condição, atualmente, de instalar um sistema em suas unidades de saúde”, reforçou.

Apesar de falar das dificuldades que a implementação do projeto encontrará, Vieira mostra os bons resultados que o SUS vem tendo ao longo dos anos com a sua evolução. Apesar de estar longe do ideal, ressalta os números expressivos de serviços prestados pelo SUS: segundo ele, são 3,2 bilhões de procedimentos ambulatoriais por ano, 500 milhões de consultas médicas, 1 milhão de internações por mês e o maior número de transplantes públicos de órgãos do mundo, além do Brasil possuir o maior cadastro de usuários do mundo. O momento agora é fazer com que a informatização venha a melhorar o sistema da forma mais efetiva possível. “É necessário que a sociedade faça essa campanha de convencer que informatizar a saúde é uma saída para melhorar a saúde”, concluiu.

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sábado, 1 de dezembro de 2012

Presidenta Dilma sanciona Lei para que o tratamento de pacientes com câncer pelo SUS se incie em até 60 dias

Como comentamos aqui no blog no último dia 6 de novembro, o Senado havia aprovado no dia 30 de outubro um projeto de Lei que estabelece um prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento feito pelo SUS para pacientes diagnosticados com câncer. Faltava apenas a presidenta Dilma Roussef sancionar a Lei. Como esperado, a presidenta sancionou a, agora, Lei 12.732, que foi publicada no "Diário Oficial da União" na sexta-feira, dia 23 de novembro e que entrará em vigor 180 dias após a sua publicação, tempo disponível para que estados e munícipios se adequem as mudanças.

Conforme a publicação, se o caso for grave, o prazo pode ser menor. Esse intervalo de dois meses é contado a partir da confirmação do diagnóstico, e o tratamento pode ser cirurgia, quimioterapia ou radioterapia.

"Art. 2º O paciente com neoplasia maligna tem direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 (sessenta) dias contados a partir do dia em que for firmado o diagnóstico em laudo patológico ou em prazo menor, conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em prontuário único."

Um relatório do Tribunal de Contas da União aponta que no Brasil, em 2010, o tempo médio entre a data do diagnóstico do câncer e o início do tratamento de quimioterapia foi de mais de 76 dias. Para radioterapia, a espera passou de 113 dias.

Enquanto no Reino Unido, em 2007, mais de 99% dos pacientes receberam seu primeiro tratamento para câncer dentro de um mês a contar do diagnóstico, no Brasil, a análise dos dados dos atendimentos prestados pelo SUS, em 2010, indicou que apenas 15,9% dos tratamentos de radioterapia e 35,6% dos de quimioterapia iniciaram-se nos primeiros 30 dias.

Estados brasileiros que apresentarem grandes espaços territoriais sem serviços especializados em oncologia deverão produzir planos regionais para a instalação desse tipo de unidade. O descumprimento acarretará penalidades administrativas a gestores direta e indiretamente responsáveis.


Fontes:
Diário Oficial da União do dia 23/11/2012
Relatório de Auditoria Operacional: Política Nacional de Atenção Oncológica do Tribunal de Contas da União, 2011.

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